É
aquela tal alucinação que enfraquece todas as certezas de maturidade.
As mãos tremem alertando que nem tudo vai bem: a apatia planejada abre
espaço pro aperto que a vida dá. A tapa na cara que a sobrevivência dá
pra mostrar que amor de poeta é delírio. A tal aleluia que fica presa na
garganta. Aquela vontade de ir além quando o além está longe demais. A
vontade de ser mais eu quando o meu ser habita outros horizontes, aí
volto a ser a poeira das ruas, a árvore que não dá frutos quando frutos
são necessários pra que haja a sobrevida. Então permaneço a mesma
criança de sempre que escreve poemas na tentativa de dar à alma a
transparência obrigatória.
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