quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ouve o que te digo: Eu vou encostar a minha pele na tua na tentativa de fazer com que sintas o gelo que me causas por simplesmente sentares ao meu lado, vou suar litros e mais litros para que ouças o grito da minha pele perto da tua, não falarei muito porque palavras me faltarão, assim como sumirá o chão quando, sem querer, eu tocar a tua mão. Mas direi baixinho para que tu não entendas muito bem - já que o entendimento, no meu caso, vem com o passar das horas - que estarei procurando chão quando o que pisarei serão as nuvens. Te olharei sorrindo porque é rindo que digo as melhores coisas. Te dedicarei poesias calado, de boca fechada e coração pulsante para que compreendas o silêncio dos instantes que, sem pretensão nenhuma, podem fincar raízes na minha memória e se eternizar.

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